Professora é morta a tiros por ex-marido que não se conformava com separação, diz polícia de Mogi

Matéria veiculada no G1 em 17/05/2017.

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Uma professora, de 53 anos, foi morta a tiros pelo ex-marido, um operador, de 51 anos, na noite de terça-feira (16), no condomínio onde morava em Mogi das Cruzes. Depois do crime, o homem fugiu e se escondeu em uma casa, mas morreu em uma troca de tiros com a Polícia Militar. Os dois foram casados por cerca de 30 anos e tinham dois filhos. Segundo a família, o homem não se conformava com a separação.

O boletim de ocorrência foi registrado na madrugada desta quarta-feira (17). De acordo com o documento, policiais militares que faziam patrulhamento foram informados sobre o homícidio em um condomínio na Rua Prefeito Maurílio de Souza Leite Filho, no Parque Olímpico, entre 18h e 19h.

Quando chegaram ao local, os policiais verificaram que a professora Terezinha Cristina Gentil dos Santos tinha sido atingida por quatro disparos e o suspeito do crime tinha fugido. A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu antes de chegar ao Hospital Luzia de Pinho Melo.

Em seguida, os policiais militares foram informados que um homem estava correndo com uma arma na mão perto do local do crime. Eles fizeram buscas e algumas pessoas indicaram que o suspeito tinha entrado em uma casa na Rua Ibirajara Barros Gomes Martins, no Jardim Primavera.

De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais fizeram um cerco no local e o operador Davi Ferreira dos Santos, de 51 anos, saiu com um revólver na mão e disparou em direção aos policiais. Segundo a polícia, os PMs revidaram e o operador foi atingido por três disparos.

Os policiais acionaram o Samu, mas a morte do operador foi constatada no local por volta das 19h40. A irmã de Terezinha, uma funcionária pública de 57 anos, contou na delegacia que a professora se dedicava muito à profissão e aos filhos do casal, um rapaz de 30 anos e um menino de 12 anos.

A irmã da vítima destacou que Davi era uma pessoa bastante alterada e, em determinados momentos, demonstrava ser agressivo com a vítima e outras pessoas da família. Ela contou também que ultimamente o comportamento do operador tinha se agravado, porque a professora tinha pedido a separação.

A irmã de Terezinha detalhou que os dois foram casados por cerca de 30 anos e que ele não se conformava com a separação. Uma perícia foi feita no local do crime.

A polícia apreendeu o revólver de calibre 38 com a numeração raspada de Davi e duas cápsulas deflagradas. As armas dos policiais também foram apresentadas no 1º Distrito Policial onde a ocorrência foi registrada como homicídio qualificado, resistência e homicídio simples decorrente de oposição a internvenção policial.