Em discussão por posse de terra, PM mata outro policial da corporação

Matéria veiculada no Correio Braziliense em 01/08/2017

Um subtenente da reserva da Polícia Militar matou um colega da corporação, no Lago Norte na manhã desta terça-feira (1º/8). Em uma discussão sobre posse de um terreno, na MI 10 chácara Vale dos Ipês, Osvaldo Arcanjo de Souza disparou no peito do 2º sargento Raimundo Ribeiro dos Santos Muller. A vítima foi socorrida ao Hospital Regional do Paranoá (HRPA), mas morreu. Ele atuava no Colégio Militar Tiradentes. O policial que efetuou o disparo será autuado por homicídio.  

Segundo a Polícia Civil, os dois militares estavam de folga. O crime ocorreu por volta das 6h. Após o fato, o policial responsável pelos disparos se apresentou junto com advogado na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). A vítima morava no lote da MI 10 do Lago Norte. E o autor dos disparo tinha uma casa construída, mas não habitava no local. 

 A cunhada da vítima, Cinara dos Santos, 49 anos, que também é subtenente da PM, diz que Raimundo morava no local há dois anos e, durante esse período, vendeu uma parte do terreno para o Osvaldo. O autor dos disparos até construía uma casa, mas os dois disputavam judicialmente pela parte de trás do terreno. Cinara conta que a vítima acordou para levar o filho do meio para escola, quando ouviu um barulho do lado de fora da casa e saiu para verificar. Com a demora do pai, ele foi atrás e o encontrou caído. 

Segundo Cinara, o adolescente carregou Raimundo raimundo nos braços, Ele chegou a ser socorrido com vida, mas morreu na cirurgia. "Ele era um paizão. Cuidava dos vizinhos e era uma pessoa conhecida na região. É inacreditável que um irmão de farda mate um inocente. Acredito que ele (Osvaldo) armou a sangue frio porque é ganancioso.  Nós que somos da corporação sempre nos defendemos e tememos ser morto na rua. Mas, nesse caso foi por irmão policial. Espero que ele viva muito para lembrar que tirou a vida de uma pessoa de bem", lamenta.

Em nota, a PM informou que o caso será apurado pela Corregedoria da corporação e pela justiça comum, por se tratar de um crime como qualquer outro. “Os detalhes e circunstâncias do fato serão apurados em procedimentos próprios”, informou.