Ex-prefeito e policial civil é preso por disparar arma de fogo durante festa no PI

Matéria veiculada no G1 em 17/12/2017

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O ex-prefeito de Nossa Senhora dos Remédios e policial civil Ronaldo Lages foi preso na madrugada deste sábado (16) depois de disparar vários tiros para o alto durante comemoração do aniversário da cidade, localizada a 170 km de Teresina. Por meio de nota, divulgada em um perfil de rede social, o policial afirmou que efetuou os disparos para impedir que um rapaz fosse agredido por um grupo de homens.

O delegado Leonardo Alexandre, informou ao G1 que Ronaldo Lages alega ter atirado para conter uma briga. “Os policiais militares que fizeram o flagrante contaram que não havia nenhuma briga, nenhuma confusão antes dos disparos. Ele foi pego ainda com a arma na mão, uma pistola ponto 40, que ele tem permissão para usar porque é policial civil”, informou o delegado.


O delegado disse ainda que os militares relataram sinais de embriaguez no momento da prisão do ex-prefeito. Ele em seguida foi conduzido à delegacia regional de Esperantina, onde foi autuado por disparo de arma de fogo em via pública. O delegado destacou que ninguém ficou ferido.

“Depois de autuado arbitrei uma fiança no valor de um salário mínimo que ele pagou e então foi solto no início da manhã de hoje”, relatou.


Por meio de nota, em um perfil de rede social, o ex-prefeito e policial civil comentou o ocorrido. “Não quis em momento algum tumultuar a festa, mas sim, tentar acalmar uma briga que aconteceu no referido evento, onde diversos homens estavam correndo para bater em outro rapaz”, explicou Ronaldo Lages.

Ele afirmou que efetuou os disparos para interromper a agressão. “Não teria como eu inibir gritando para os mesmos pararem, por esta razão me sentir obrigado a efetuar os três disparos para conter aquela confusão”, declarou.

Confira a nota na integra:

Eu, Ronaldo César Lages não quis em momento algum tumultuar a festa, mas sim, tentar acalmar uma briga que aconteceu no referido evento, onde diversos homens estavam correndo para bater em outro rapaz, como naquele momento percebi que a Polícia Militar não estaria ali por perto ou próximo, resolvi como policial civil não ser omisso e agir para conter a briga que poderia ter acontecido coisas piores.

Quanto ter efetuado três disparos para cima, lógico que para inibir que continuasse a briga que envolvia diversas pessoas, não teria como eu inibir gritando para os mesmos pararem, por esta razão me sentir obrigado a efetuar os três disparos para conter aquela confusão. Por ser homem público, a mídia sempre só conta a versão deles mesmo e esquece-se de ouvir a minha pessoa.

Só lembrando que eu sou lotado na delegacia da referida cidade, ou seja, eu presto serviço como policial civil a esta cidade. Agora deixo uma pergunta: Será se eu como policial civil iria deixar matarem um rapaz na minha frente e nada iria fazer para que isso não viesse a acontecer.

Um exemplo é que após este problema ao qual me envolvi um jovem foi esfaqueado em praça pública. Será que eu como policial civil presenciando uma cena desta iria deixar este rapaz ser esfaqueado, onde estava a polícia militar na hora?

A mídia joga para plateia que eu efetuei disparos de arma de fogo, mas não me procura para saber o porquê dos disparos e ouvir minha versão e os das pessoas que lá estavam pressente. Porque todo mundo que lá estava presente sabe que a verdadeira história é esta que estou contando.