Mulher atira em duas pessoas dentro do Hospital Ouro Verde, em Campinas

Notícia veiculada no G1 em 17/12/2017

Uma mulher ficou ferida após ser baleada no pronto-socorro do Hospital Ouro Verde, em Campinas (SP), na madrugada deste domingo (17). De acordo com o boletim de ocorrência, ela foi até a unidade para socorrer o marido, também vítima de disparo de arma de fogo após uma discussão familiar. A suspeita de atirar dentro do hospital seria amante do rapaz que estava sendo socorrido.

Segundo o registro da Polícia Civil, foram feitos cinco disparos. Três atingiram o tórax e o abdome da esposa do paciente e dois, a parede do hospital. A ocorrência foi registrada na 2ª Delegacia Seccional de Campinas como homicídio simples tentado. Ninguém foi preso.

No entanto, um outro homem que acompanhava uma pessoa, e não tinha relação com os envolvidos no crime, acabou sendo atingido de raspão. Ele não sofreu ferimentos graves.

"Estava sentado com minha namorada e, do nada, elas começam a brigar. [...] Assim que senti o tiro, peguei e já corri, já pulei a [janela da] emergência e entrei lá pra dentro. Policiamento que é bom, nada. [...] Susto foi grande", conta o rapaz baleado de raspão que não quis ser identificado.

A Prefeitura de Campinas informou, por telefone, ao G1 que a diretoria do Hospital Ouro Verde está avaliando o que aconteceu para verificar se houve alguma falha na segurança.

O presidente do Hospital Municipal Doutor Mário Gatti, Marcos Pimenta, que também é responsável pelo Ouro Verde, disse que pediu para o secretário de Segurança do município colocar uma viatura da Guarda Municipal na unidade durante este domingo para reforçar o monitoramento.

Ainda de acordo com a administração, o homem que já chegou ao hospital baleado e a esposa dele foram internados. A Prefeitura disse que o hospital não autorizou divulgar o estado de saúde das vítimas.

Hospital em crise

O Hospital Ouro Verde passa pela pior crise de sua história. Em novembro, o Ministério Público deflagrou uma operação para investigar desvio de R$ 4,5 milhões na unidade. Seis pessoas foram presas e o prefeito Jonas Donizette (PSB), além do secretário de Assuntos Jurídicos, Sílvio Bernardin, e o líder do governo na Câmara, Marcos Bernardelli (PSDB), são investigados.

A Organização Social (OS) Vitale, que administrava o local, é a principal suspeita e não é mais responsável pela gestão. Após a saída da OS, a Prefeitura iniciou um processo de intervenção na unidade.