Testemunhas contam o que viram durante execução de tatuador

Matéria veiculada no São Carlos Agora em 04/12/2018 Testemunhas contaram o que presenciaram com o bárbaro crime que terminou com a morte do tatuador Marcos Gentil Romero, de 36 anos, o Marcos Tsunami. O caso aconteceu no começo da noite desta segunda-feira (3) após uma discussão de trânsito na região do terminal rodoviário.

Um militar aposentado das Forças Armadas que estava parado com sua moto logo atrás o veículo de Marcos contou que não ouviu a discussão, mas sim os tiros. Após a execução, ele viu que populares empurraram o carro da vítima para que o autor dos disparos pudesse sair. “Empurraram o carro dele para frente e o ônibus deu ré para ele poder fazer a manobra”, contou.

Outra testemunha, que não quis gravar entrevista, relatou que o trânsito parou e o Sonata de Marcos ficou atrás do HB20 que estava parado no estacionamento de um supermercado.

O motorista do HB20 então desembarcou e passou a ofender Marcos que havia acabado de sair do McDonalds.

Marcos teria retrucado e neste momento recebeu dois socos. Ao tentar abrir a porta não teve tempo de sair, pois o motorista do HB20 sacou a arma que estava na cintura e desferiu quatro tiros que atingiram a vítima no pescoço e cabeça.

Bastante alterado, o autor  apontou a arma para o motorista do ônibus e ordenou para que ele saísse em marcha à ré.  Em seguida, deixou o local em alta velocidade. Ainda, segundo testemunhas, havia duas crianças no veículo.

Populares anotaram as placas do HB20 e repassaram à Polícia Militar. Viaturas foram até o endereço que consta no cadastro do veículo, mas o proprietário havia se mudado. Os policiais foram até o novo local, porém vizinhos disseram que o dono do carro que já deveria ter chegado do trabalho, não havia retornado.

O delegado Gilberto de Aquino da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) comentou sobre o caso e o porte de arma. “Por isso eu digo: quem tem que andar armado é a polícia, não a sociedade, porque a sociedade não tem qualificação. A polícia faz os cursos, a polícia se prepara. A sociedade tem alguns que se preparam sim. Quem se prepara? Quem tem dinheiro. Esses que tem dinheiro vão lá, fazem curso de treinamento de tiro e tal. Essa é uma elite mais qualificada, mas mesmo assim ela não tem o direito de andar armada”, disse o delegado.

O corpo de Marcos será sepultado às 16h30 no Cemitério da Saudade em Porto Ferreira. Ele que perdeu um irmão recentemente em um acidente deixa a companheira e um filho menor de idade.